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domingo, 4 de dezembro de 2011

Escapismos

Frequentemente eu me pego criando, na minha cabeça, histórias fantásticas em que eu acabo junto de: você. São todas dignas dos maiores filmes de aventura e contam com a presença de agentes secretos, conspirações e diversos tipos de magia. Um sonho infantil. E acabam invariavelmente da mesma forma: com alguma espécie de sacrifício que de alguma forma me redima de meus erros e me devolva o direito de estar de novo com: você. Numa epopeia que não encontra lugar pra acontecer.

Porque sacrifícios, na realidade, dificilmente resultam em muito mais do que alguém machucado.

Mas às vezes sinto uma necessidade urgente de uma dose de realidade e as histórias voltam todas a me pintar como um jovem velho e desiludido, procurando motivos pra seguir acreditando, seguindo uma rotina sem rumo e de vez em quando te emocionando com textos bonitos como os que eu não escrevo. No fim você acaba voltando também, quase como se a distância que se pôs entre a gente não fosse oceânica e como se todas as dores da separação sumissem de repente num beijo ou pranto emocionado.

E quem pode julgar essa história de algum modo mais ou menos realista do que as outras?





segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Deve haver alguma espécie de sentido ou o que virá depois?

"Eu teria um trabalhão pra conseguir te acordar e talvez a gente passasse o dia todo fazendo nada. E, talvez, ficando mais velho, você entendesse o meu medo de envelhecer e não entender a vida, mas mesmo assim daria risada de mim e diria que eu sou engraçada. Então você cozinharia só pra tentar me convencer que era o melhor cozinheiro do mundo e só pra contrariar eu diria que não gostei - e você ia ficar bravo e então seria a minha vez de dizer que você é engraçado. Entre brigar e dar risada, a gente faria planos e você pediria pra casar comigo - e eu diria não, só pra depois poder pedir pra casar com você.
Mesmo que hoje não possa ser assim, fico feliz que tenha sido durante três anos. Um dia vai ser de novo, não importa o quanto a gente precise esperar."
  Porque certas coisas só acabam por fora. Continuam existindo, mesmo sem ninguém ver...
 [o trecho é uma mensagem da Jul (http://inconspicuidade.blogspot.com/), escrito pra (tentar) amenizar a saudade do namorado.]
[e olha só um exemplo de um caso em que a matemática falha: metade de dois não é um: é menos, bem menos]